Há certas coisas que fazemos que nos provam, por a+b, quanto somos limitados e incapacitados de dar conta de todos as nossas vontades. E isso é horrível, porque essas certas coisas causam em mim a estranha sensação de que nunca conseguirei terminá-las.
Um exemplo? Download de música. Aparte a discussão ética da coisa, quanto mais baixo músicas da rede, mais tenho certeza de que nunca conseguirei absorver tanto conteúdo. Até cansa, impressionante. Agora, por exemplo. Estou há uma hora e meia baixando CDs de uma listinha improvisada com pendências. Baixei quatr ou cinco, mas já estou me sentindo exausto. O que só me leva a crer que nunca vou conseguir ter tudo o que está aqui, ao meu alcance, à distância de um clique.
Outro: pegar essas músicas, colocar no iPod e quando apertar Play, se dar conta de que mais de 80% dos álbuns contidos no seu player não exibem imagem de capa. E isso, olha, não é nóia só minha. Duas pessoas próximas já manifestaram seu incomodo. Uma recorta e cola (no computador), uma a uma, as capas dos CDs que estão no iPod. A outro só joga as imagens, sem tanto cuidado. Mas pensa só: tenho uns 100 albuns no bicho, dos quais uns 10, 12 ou 15 apenas tem imagem da capa. É coisa para se perder um final de semana…
E aí que eu me sinto um merda. Se para a infinitamente irrelevante tarefa de colocar capinhas dos CDs no iPod eu gasto um final de semana que seja, o que vai ser da minha vida? E quando eu tiver filho, que não é, assim, uma coisa tão irrelevante. E que é pra vida toda… Eu, hein.
(P.S.: isso será publicado sempre que eu lembrar de um tema legal, mas não puder escrever sobre ele na hora. “Não puder” a.k.a. “não to a fim”, “to sem tempo”, “não posso mesmo”)
Então, faz um tempão que não escrevo, mas hoje o dia merece um post. E sem frase “mote”, a partir das quais eu discorro sobre a vida. É que há muito tempo eu noto que acontece uma coisa estranha, mas ao mesmo divertida comigo, e precisava compartilhar. Odeio filosofar que nem vou fazer abaixo, mas tuuuudo bem, de vez em quando é até bom.
Não sei se é impressão minha, mas tem dias que a gente acorda e tudo está ótimo, o dia transcorre bem, só pensamos em coisas boas, etc, etc. Aí a nossa vida é uma beleza, a gente coloca os problemas de lado, os desafetos parecem até seres simpáticos, os amigos são realmente muito master legais, a parte chata do trabalho fica super divertida, a gente passa o dia distribuindo sorrisos, piadas, etc, etc.
Mas aí passa dois, três dias e você tá lá, na mesma vida, nada de novo, e só da merda. Quase bate o carro, a chega atrasado na aula, o professor resolve ser cuzão, sua piadinha no trabalho vira um puta fora (sou rei nisso), e tudo o mais de ruim acontece. Seu irmão mala te liga pra reclamar, a vizinha te xinga, aquela coisa toda. Aí você começa a pensar que a vida é uma merda, porque que diabos de “mini inferno astral de 24h” é esse?! e tuuuuudo mais.
Enfim, hoje é um dos dias bons, estou distribuindo sorrisos e piadinhas – mas com medo de dar fora no chefe. Afinal de contas, tudo pode mudar com uma simples palavra. Eu hein?
Frase do biscoito da sorte: “O aprendizado é como o horizonte: não há limites.”
Antes de mais nada, preciso explicar que a idéia de postar a frase que tirei no biscoito da sorte veio do divertido Blog da Lui. E, como tô sem tempo e idéias para este Vou de Táxi, decidi copiar a proposta. Mas o fato é que eu comi um biscoitinho da sorte há uma semana, uma semana e meia no trabalho, e a porra do bilhetinho fica em cima da minha mesa, perto da tela do computador, me lembrando que nunca vou saber tudo.
Eu sei que é verdade. Que a frase é sabia. Mas que saco, né? As vezes dá vontade de saber tudo, vá? Seria uma boa coisa pular várias etapas – leia-se aqui professores e outros “mestres” muito malas, inconformados, que nos submetem a comportamentos medonhos e atitudes vexatórias para que possamos aprender minimamente algo – e já saber de tudo. Aí era só virar chefe, hehe.
Ok, tô ficando com medo desse raciocínio. Ele beira entre a esquizofrenia e a síndrome do pequeno poder. Muita viagem para uma tarde fria dessas… Ai que sono. Sai, frase piegas. Passa, gripe.
Troca de e-mails do mês: eu: “Sou estudante de jornalismo e estou preparando meu Trabalho de Conclusão de Curso, cujo tema será o cotidiano dos xxx na cidade. Gostaria de pedir ajuda ao sindicato neste primeiro momento para que vocês me passem dados quantitativos e qualitativos de xxx em São Paulo.
Além disso, seria interessante marcar um horário para conversar com o representante do Sindicato.
Desde já, agradeço pela ajuda.” e-sindicato: “Prezado;
os dados que disponibilizamos encontram-se nas matérias jornalisticas no nosso site. Quanto a entrevista com um representante vc precisa recolher uma taxa de expediente de 225,00 para agendar. Forte abraço.” eu: “Eu preciso pagar R$ 225 para entrevistar alguém do sindicato?
Mas trata-se de um trabalho acadêmico. Não seria possível fazer isso de graça? [indignação!]
att.,” e-sindicato: “Certamente para Vossa Senhoria o TCC tem teor acadêmico mas a taxa é para todos TCCs. Boa sorte.”
Mano (?), momento grito dos excluídos! To eu, na boa, indo atrás das minhas fontes pro trabalho e o sindicato, na maior cara de pau, vem cobrar por uma entrevista. Onde já se viu, fazer isso. Ainda mais com aluno, que geralmente é fudido, estagiário, ganha mal pra burro… Cara, que história é essa de cobrar por uma entrevista??? E mais de 200 paus! E isso que não são nem fotos dos filhos da Angelina Jolie com o Brad Pitt ou qualquer outro casal celebrity. Que bode! É só uma merda de um sindicato.
frase do almoço: “Deus é 10, Romário é 11, whisky é 12, Zagallo é 13 e passou dos 14, tô pegando.”
Essa máxima popular é sen-sa-cio-nal! Acabo de ouví-la no almoço e achei bem divertida. Acho que já tinha ouvido falar, mas realmente soou mais divertido desta vez.
frase lado-b do almoço: “Vai oferenda, segue teu caminho e não refuse Iemanjá.”
Essa é piadinha interna, mas vale a piada. É que tem uns encostos que não saem nem com simpatia. É que a Iemanjá não quer mesmo pegar a cruz pra ela, e aí fica recusando. Difícil, amigos, beeem difícil.
I-hi! O melhor é que essa máxima candombleana já remete ao Ano Novo na Bahia. IRADO! hehe.
Vídeo da semana: meus amigos, aqui compartilho um bocado do meu embasbacamento com a nova campanha da MTV pro VMB 2008. Os caras criaram uns vídeos/vinhetas que exprimem o conceito da do prêmio, que tem um cachorro como símbolo. Daí, todos os comerciais falam da superioridade do cachorro sobre o homem, mas vira tudo um emaranhado de referências bizarras, bem no estilão daquelas vinhetas ininteligíveis da MTV… Mas dessa vez, eles viajaram demais. Mes-mo.